Novela Babilônia e a Família Cristã

O assunto do momento de qualquer roda de amigos e amigas é a novela Babilônia com seus temas polêmicos e que agride a cada dia mais a família tradicional brasileira. Entenda um pouco sobre a história da novela Babilônia e um pouco sobre essa cidade.

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A antiga cidade de Babilônia começou imediatamente após o Dilúvio e simboliza a expressão da rebelião direta do homem contra Deus e contra a Sua ordem: “Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra” (Gn 9.1). No lugar de se espalhar pela terra, o povo ficou centralizado sob o comando de Ninrode, na contemplação de uma grande obra de engenharia, conhecida como “a torre de Babel”.

Babel foi a primeira tentativa de unificação da humanidade para causar um curto-circuito no propósito de Deus. Essa primeira cidade pós-diluviana foi projetada expressamente para frustrar o plano de Deus relativo à humanidade. As pessoas buscavam unidade e poder, e Babel deveria ser a sede governamental desse poder. Babilônia, a cidade feita por homens, tentou se elevar até o céu e também ousou ser o deus dos zigurates.

Deus interveio e espalhou a humanidade rebelde confundindo seus idiomas. O nome “Babel” foi dado à cidade de Ninrode, por causa da sentença de Deus sobre seus habitantes: “Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro.” (Gn 11.7). Daí o significado de babel, confusão!

É exatamente esse o significado da nova novela da Globo, Babilônia – confusão. E ela promete atrair as atenções de todos, principalmente dos cristãos, com polêmicas e uma trama permeada de buscas por vingança. O primeiro motivo que poderá acender a ira de telespectadores cristãos é a dupla de personagens que serão interpretadas por Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, ambas com 85 anos.

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Fernanda e Nathalia interpretam um casal de lésbicas, e trocam carícias em cena. “Teremos demonstrações de afeto, e os conservadores vão ter de nos aturar”, disse a atriz Fernanda Montenegro em uma entrevista.

Na novela seguinte, Salve Jorge, o último capítulo mostrou uma das vilãs convertida na prisão, e terminou com piadas da autora, Glória Perez, sobre a forma como evangélicos reagem perante criminosos que se dizem nascidos de novo. Para aliviar as críticas, a substituta Amor à Vida, escrita por Walcir Carrasco, apresentou personagens “evangélicos” sérios, sem caricaturas, e contou com uma participação especial do cantor Kleber Lucas em um “culto”.