Fala se dá após captura de Nicolás Maduro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a reiterar, nesta quinta-feira (8), que acredita que o governo de Cuba “está muito perto” de cair; mas evitou ameaçar com uma intervenção direta, durante entrevista em um programa de rádio conservador.
Trump afirmou acreditar na possibilidade de uma saída iminente do governo de Miguel Díaz-Canel quando o comentarista conservador Hugh Hewitt lhe perguntou sobre o assunto.
No entanto, o presidente americano não fez alusão a uma possível intervenção no país, afirmou que “não se pode exercer muita pressão” e que a possível mudança de governo estaria ligada ao fato de Havana estar perdendo o apoio econômico da Venezuela, depois que os EUA capturaram o presidente desse país, Nicolas Maduro, e anunciaram nesta semana acordos políticos e econômicos com o governo interino de Caracas.
Embora Trump tenha evitado falar sobre operações em Cuba, ele destacou durante a entrevista que a política de pressão de seu governo sobre Havana continuará.
No último domingo (3), Trump já havia dito que o governo cubano estava “prestes a cair”, quando, em declarações a bordo do avião presidencial, justificou essa afirmação alegando que Havana deixará de se beneficiar do petróleo venezuelano.
Historicamente, Venezuela e Cuba mantêm uma estreita aliança política e econômica desde o início da década de 2000, quando o presidente Hugo Chávez assinou um acordo de cooperação que tornou Caracas o principal fornecedor de petróleo de Havana a preços baixos em troca do envio de profissionais cubanos, como médicos e professores, que foram destacados para cumprir programas sociais.
A operação militar ordenada por Trump em Caracas, no último dia 3 de janeiro, para capturar Maduro deixou um saldo de 32 militares cubanos mortos, que prestavam serviço como parte das missões de cooperação entre as duas nações, de acordo com o governo cubano.
Em junho de 2025, Trump assinou um memorando para endurecer a política dos EUA em relação a Cuba, proibiu transações financeiras diretas ou indiretas com entidades controladas pelo governo e reforçou a proibição do turismo em Cuba, assim como a supervisão de viagens e operações econômicas relacionadas.




