Imagens de pessoas dançando e agitando bandeiras de Israel, Irã e EUA emocionaram e viralizaram nas redes sociais.
A confirmação da morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, durante os ataques coordenados por Israel e Estados Unidos no último sábado (28), desencadeou uma onda de celebrações conjuntas entre iranianos exilados e membros da comunidade judaica em diversas cidades ao redor do globo. Imagens de pessoas dançando e agitando bandeiras de Israel, Irã e EUA emocionaram e viralizaram nas redes sociais, marcando um raro momento de união entre dois povos historicamente separados pela geopolítica.
Em Londres, os bairros de Golders Green e Finchley — conhecidos por abrigarem grandes comunidades judaicas e iranianas — foram palco de uma festa espontânea que reuniu cerca de mil pessoas. Vídeos mostram a multidão cantando “Am Yisrael Chai” (O povo de Israel vive) em hebraico e persa, enquanto acendiam fogos de artifício e agitavam bandeiras israelenses ao lado do tradicional Leão e Sol, símbolo da monarquia persa anterior à Revolução Islâmica de 1979.
Meir Porat, um judeu de 55 anos, contou ao The Times of Israel que estava jantando quando a notícia se espalhou. “Em poucos minutos, soubemos das celebrações espontâneas no norte de Londres. Eu sabia que não podia ficar de fora”, disse. Ele destacou que a comunidade judaica retribuiu o apoio recebido dos iranianos desde os ataques de 7 de outubro de 2023. “Muitos iranianos no exílio têm se posicionado publicamente conosco em manifestações por toda Londres. Esta noite foi o momento de ficar lado a lado com eles”.
Rafael Singer, outro participante, descreveu a emoção do encontro: “Estranhos vinham até nós simplesmente para dizer: ‘Obrigado por estarem aqui’ e ‘Agradecemos seu apoio’. Muitos choravam, uma mistura de tristeza, alívio e esperança”. Um casal iraniano pediu que ele tirasse uma foto e, ao descobrir que era judeu, o homem o abraçou calorosamente.
Ghorbani, um iraniano presente, ressaltou a aliança histórica: “Temos uma longa história com o povo judeu. Especialmente neste momento, quando os governos israelense e americano estão alinhados com o povo iraniano para se livrar desse regime. A maioria das pessoas no Irã está comemorando a morte de Khamenei”.
Celebrações também tomam conta dos EUA e da Itália
Em Los Angeles, onde vive a maior comunidade de judeus persas da diáspora, a celebração tomou conta das ruas de Westwood. A CNN flagrou dezenas de pessoas dançando, chorando e agitando bandeiras americanas ao lado das bandeiras iranianas pré-revolução. “Quando foi a última vez que você viu pessoas em Israel e no Irã dançando nas ruas de tanta excitação?”, questionou Mike Kazerouni, um americano de ascendência iraniana, à emissora.
Na Times Square, em Nova York, uma multidão se reuniu para cantar músicas típicas e exibir cartazes de agradecimento ao presidente Donald Trump e ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. O protesto, organizado pelo grupo “Lion and Sun NY”, pediu o retorno do príncipe herdeiro Reza Pahlavi e a instauração de uma monarquia constitucional nos moldes escandinavos.
Na Itália, a cidade de Milão também foi palco de uma celebração conjunta, com direito a champanhe aberto enquanto as pessoas pulavam e gritavam de alegria. As imagens simbolizam um momento histórico de união entre dois povos que o regime iraniano sempre tentou colocar em lados opostos.




