Governo israelense publicou nota denunciando ataque realizado pelo regime iraniano
O Ministério das Relações Exteriores de Israel divulgou nesta terça-feira (17) uma nota oficial na qual afirmou que o Irã pôs em risco locais sagrados de Jerusalém durante ataques com mísseis na última segunda (16). Segundo o governo israelense, projéteis disparados contra a região teriam como alvo áreas próximas à Cidade Velha, área que tem símbolos religiosos importantes para judeus, cristãos e muçulmanos.
De acordo com o comunicado, fragmentos de mísseis interceptados teriam caído nas imediações de locais como a Mesquita de Al-Aqsa, a Igreja do Santo Sepulcro, o Monte do Templo e áreas próximas ao Muro das Lamentações. A chancelaria israelense afirma que esses episódios ocorreram em um momento sensível, durante o mês do Ramadã, considerado sagrado para os muçulmanos.
Na nota, Israel sustenta que os ataques demonstrariam desrespeito a espaços considerados sagrados por diferentes religiões e alerta para o risco de escalada de tensões na região. O governo israelense também afirma que ações desse tipo poderiam colocar em perigo a população civil de Jerusalém, que reúne fiéis de diversas crenças.
– Ao lançar mísseis balísticos contra Jerusalém, o regime dos aiatolás não apenas atenta contra a vida de mais de 1 milhão de muçulmanos, cristãos e judeus que habitam a cidade, mas também coloca em perigo os lugares sagrados das três religiões, com o risco de desencadear uma grave explosão de violência – ressalta a nota.
O texto também reforça a posição do país de que há liberdade religiosa em seu território, destacando que muçulmanos, cristãos e judeus têm acesso aos seus locais de culto. Ainda segundo o governo, a preservação desses espaços é tratada como prioridade.
– A mensagem que o regime iraniano transmite com o ataque a Jerusalém é clara: manifesta um preocupante, cínico e perigoso desprezo pelo sagrado, inclusive contra o próprio islamismo, religião professada por cerca de 90% da população iraniana, ao atentar contra os lugares santos para os muçulmanos e durante o Ramadã – completa o comunicado.




