O Mundial de Clubes da FIFA 2025 acabou com o Chelsea no topo após uma final espetacular contra o Paris Saint-Germain.
Veja um resumo do evento que mudou a história do futebol de clubes.
- O Chelsea foi coroado como primeiro campeão do Mundial de Clubes da FIFA
- O torneio estabeleceu um novo padrão para o futebol de clubes dentro e fora de campo
- Meia-atacante dos ingleses, Cole Palmer ganhou a adidas Bola de Ouro
Eles vieram de todas as partes do mundo. Gigantes reluzentes do futebol de clubes da África, Ásia, Américas (Norte, Central e Sul) e Oceania, todos reunidos nos Estados Unidos para dar um passo rumo ao desconhecido.
Quatro semanas, 63 jogos e 195 gols depois, uma nova era do futebol de clubes global que se estabeleceu com a edição inaugural do Mundial de Clubes da FIFA™.
Um mês emocionante de jogos, de Miami a Seattle, de Los Angeles à Filadélfia e muitos outros momentos. Quem esteve nos Estados Unidos – ou acompanhou de casa – viu estrelas brilharem no Rose Bowl e se destacarem no Rockefeller Center. O evento foi coroado com o Chelsea FC sendo coroado como o primeiro campeão da competição.
Foi um torneio de estreias em mais de um sentido, com inovações tecnológicas aliadas a uma reunião realmente global de jogadores e torcedores em um evento que atraiu recordes de receita e de público.
Houve espaço para lendas globais brilharem e estrelas do futuro surgirem. Os campeões da Copa do Mundo FIFA™ que atuam no FC Bayern de Munique e no SL Benfica se misturaram com entregadores, corretores imobiliários e professores do clube amador Auckland City FC.
O espírito de inclusão foi enfatizado pelo Presidente da FIFA, Gianni Infantino, quando as luzes se apagaram pela última vez no Estádio MetLife.
“Futebol é um esporte global. É o esporte mais popular do mundo, nós sabemos disso. Agora a gente pode provar isto com esta nova competição, o Mundial de Clubes, que realmente reúne times, jogadores e torcedores de todos os cantos do mundo.”
“Auckland (City) representa 99.9% dos jogadores de futebol e torcedores – todos nós que gostaríamos de ser como eles e que nunca tivemos a chance de jogar e, de repente, bem, um de nós, ou alguns de nós, pudemos jogar contra esses caras e isso deve ser um lugar para todos.”
Câmera do árbitro chega
Aconteceram inúmeras inovações na arbitragem do torneio, incluindo a possibilidade de conceder um escanteio se um goleiro segurar a bola por mais de oito segundos. Uma versão avançada da tecnologia semiautomática de impedimento também ajudou a acelerar as decisões de jogo, mas o ponto alto que deixou mais próximo do que nunca os torcedores do jogo foi a introdução das câmeras corporais.
Foi uma oportunidade para que os espectadores em casa pudessem ver as ações do jogo pela perpectiva dos árbitros da partida, e os aproximou das grandes decisões, gols que mudaram o jogo e das ocasionais confusões.
Sucesso universal
Equipes de todas as confederações da FIFA conseguiram ao menos um ponto e marcaram pelo menos um gol em um torneio que foi bastante equilibrado e competitivo. Entre os destaques da fase de grupos ficou a vitória do Inter Miami CF por 2 a 1 contra o FC Porto, o que marcou a primeira vez que um clube da Concacaf derrotou um adversário europeu em um torneio de clubes da FIFA. Este sucesso não se limitou apenas à fase de grupos, pois clubes sob as bandeiras da AFC, Concacaf, CONMEBOL and UEFA também participaram da fase mata-mata da competição.
Chuva de gols
Reforçando o apelo universal do torneio, jogadores de 39 nações diferentes marcaram em um torneio que produziu mais de três gols por jogo, em média, e a maioria deles foram oriundos de chutes da melhor qualidade. O gol de falta de Lionel Messi contra o FC Porto, o chute de Nelson Deossa, do CF Monterrey, contra o Urawa Red Diamonds e a bicicleta de Kylian Mbappe contra o Borussia Dortmund estão entre os destaques.
Jovens despontam como novos craques
Chegando aos Estados Unidos com apenas seis jogos realizados no profissional do Real Madrid C. F. , o atacante de 21 anos Gonzalo Garcia deixou o Mundial de Clubes com seis partidas como titular. Com quatro gols e uma assistência, ele foi nomeado o Artilheiro do Mundial de Clubes, oferecido por Bank of America ao final do torneio.
O atacante nascido em Madri foi apenas um dos vários craques que surgiram ou melhoraram as suas reputações na competição global, como o atacante do Al Hilal, Marcos Leonardo, o atacante Estêvão, do Palmeiras, que vai para o Chelsea, assim como os atacantes Kenan Yildiz e Arda Guler, todos chamando a atenção.
No entanto, a maior joia foi o atacante do Paris Saint-Germain, Desire Doue, que ganhou o prêmio de Melhor Jogador Jovem da FIFA, oferecido pela Panini.
O momento do Auckland
Chegando ao torneio como o único clube amador, os Azuis-Marinhos estavam muito bem encostados na parede. Derrotas pesadas contra o Bayern de Munique e o Benfica deram poucas pistas do que estava por vir na última partida da fas de grupos contra o CA Boca Juniors – que precisava de uma vitória para tentar assegurar um lugar no mata-mata do Mundial de Clubes.
Depois de um gol contra no primeiro tempo e pouco antes da parada do jogo devivo ao mau tempo, o professor estagiário Christian Gray apareceu com um gol de empate que acabaria levando o Auckland a conquistar um ponto histórico no torneio.
Reunião global
A edição inaugural do Mundial de Clubes claramente atraiu a atenção de torcedores dos Estados Unidos e de outros cantos do mundo. Mais de dois bilhões de pessoas assistiram aos jogos gratuitamente pelo DAZN, enquanto 2,5 milhões (com uma média de quase 40 mil por jogo), viram ao vivo nos estádios norte-americanos.
O impacto global foi ainda mais destacado pelo fato de que torcedores de mais de 168 países assistiram aos jogos ao vivo em uma das 11 sedes, com jogadores de 72 nações diferentes em ação em um mês mágico de futebol.
A coroa do Chelsea
O time de Enzo Maresca era um dos mais jovens do torneio, mas jogou como um time de veteranos. Depois da derrota por 3 a 1 para o Flamengo na segunda rodada, o Chelsea ficou quase imparável depois. Nas quatro partidas seguintes, eles concederam apenas dois gols, e marcaram 14 no mesmo período, derrubando dois pesos-pesados do futebol brasileiro para depois aniquilar o atual campeão da Europa na decisão.
Premiados
Bola de Ouro adidas: Cole Palmer (Chelsea) Bola de Prata adidas: Vitinha (Paris Saint-Germain) Bola de Bronze adidas: Moisés Caicedo (Chelsea) Luva de Ouro adidas: Robert Sánchez (Chelsea) Melhor Jogador Jovem da FIFA, oferecido pela Panini: Désiré Doué (Paris Saint-Germain) Artilheiro do Mundial de Clubes, oferecido por Bank of America: Gonzalo García (Real Madrid C. F.) Prêmio Fair Play da FIFA: FC Bayern de Munique
Os números
- O Chelsea terminou como o time com mais gols no torneio, marcando 17 vezes
- Tanto o Chelsea quanto o PSG tiveram dez jogadores diferentes balançando as redes
- O meio-campista dos Blues, Enzo Fernández, tornou-se o primeiro jogador a conquistar a Copa do Mundo da FIFA e o Mundial de Clubes da FIFA




