Combater desigualdade racial é resposta fiel aos mandamentos de Cristo, diz escritora

GOSPEL
Compartilhe

Em “O estigma da cor”, a autora Jacira Monteiro discute desigualdades raciais sob uma perspectiva bíblica e aponta caminhos para a reconciliação

Neste 20 de novembro, dia da Consciência Negra, a reflexão sobre combate ao racismo ganha destaque também no contexto cristão. Uma das obras que contribuem para esse debate é o livro “O estigma da cor: como o racismo fere os dois grandes mandamentos”, da escritora e pesquisadora Jacira Pontinta Vaz Monteiro. Na obra, a autora defende que o preconceito racial não deve ser tratado apenas como pauta social ou política, mas como um pecado que viola diretamente os ensinamentos de Cristo sobre amar a Deus e amar o próximo como a si mesmo.

Ao longo de 191 páginas, “O estigma da cor” percorre temas como escravidão, colonialismo, desigualdade social e violência contra a mulher, sempre partindo de uma leitura bíblica e contextualizada.

Nascida em Guiné-Bissau e radicada no Brasil desde os sete anos, Jacira reúne vivências pessoais, análise histórica e leitura bíblica para abordar como o racismo ainda se manifesta na sociedade e nas igrejas, muitas vezes de forma sutil. Na obra, a autora afirma que ignorar os efeitos dessas estruturas é incompatível com o evangelho e que a fé cristã precisa tratar o tema com responsabilidade espiritual.

“É impossível amar a Deus, a quem não vemos, se somos incapazes de amar o próximo que clama diante de nossos olhos”, afirma um dos trechos da obra.
Para ela, reconhecer o racismo como pecado é o primeiro passo para a cura, individual e coletiva, dentro da igreja.

A autora alerta que o racismo não deve ser tratado como um tema “secular”, mas como um desafio espiritual urgente. Segundo ela, falar sobre igualdade racial é também falar sobre evangelho, pois “amar ao próximo” exige enxergar a imagem de Deus em todas as pessoas.

O livro apresenta reflexões e relatos que apontam caminhos para uma postura prática de reconciliação e promoção de dignidade humana. Segundo Jacira, combater desigualdades raciais no cotidiano não é um ato ideológico, mas uma resposta fiel aos mandamentos de Cristo, evidenciando o amor ao próximo não apenas como discurso, mas como prática.

O racismo é uma ferida que ainda sangra dentro e fora da igreja e essa é a reflexão central do livro. Com linguagem acessível, o título se dirige a leitores que buscam compreender como a fé pode contribuir para o enfrentamento do racismo de maneira sensível, bíblica e comprometida com a justiça. A autora também convida cristãos a refletirem sobre atitudes que reproduzem preconceitos e reforça a necessidade de ações intencionais dentro e fora das comunidades religiosas.


Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *