Endometriose causa infertilidade se descoberta tardiamente

SAÚDE
Compartilhe

Doença é considerada silenciosa e frequentemente subdiagnosticada

A endometriose é uma condição inflamatória crônica caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio (camada que reveste o interior do útero) fora da cavidade uterina. Esse tecido pode se desenvolver em estruturas como ovários, trompas, intestino, bexiga e outras regiões da pelve, provocando sintomas que impactam significativamente a qualidade de vida das pacientes.

Entre os sinais mais comuns estão cólicas menstruais intensas, dor pélvica persistente, dor durante as relações sexuais, alterações intestinais e dificuldade para engravidar. Apesar disso, muitas mulheres convivem com os sintomas por anos antes de receber o diagnóstico correto.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 8 milhões de mulheres vivem com endometriose no Brasil. No mundo, são mais de 190 milhões de casos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Mesmo com essa alta prevalência, estudos apontam que o diagnóstico pode levar, em média, cinco anos desde o início dos sintomas.

– O principal desafio da endometriose ainda é o diagnóstico tardio. Muitas mulheres acabam normalizando a dor intensa durante o ciclo menstrual, quando na verdade esse é um sinal de alerta importante. Quanto mais cedo identificamos a doença, maiores são as chances de controlar os sintomas e preservar a qualidade de vida da paciente – explica o dr. Sidney Pearce, especialista em ginecologia e obstetrícia da Rede Oto.

Nos casos mais avançados, como na endometriose profunda, o tecido endometrial pode invadir órgãos como intestino e bexiga, exigindo tratamento cirúrgico minimamente invasivo. Devido à complexidade, esses procedimentos frequentemente contam com a atuação integrada de diferentes especialidades médicas.

Por isso, a campanha Março Amarelo também busca incentivar as mulheres a observarem os sinais do próprio corpo e procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes. O diagnóstico precoce permite indicar o tratamento mais adequado, que pode envolver acompanhamento clínico, controle hormonal ou cirurgia, reduzindo a progressão da doença e seus impactos na saúde física e emocional.


Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *