Uma outra pasta tem o nome do senador Irajá
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou ter trocado mensagens com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, em 17 de novembro de 2025 – data em que o banqueiro foi preso pela primeira vez na Operação Compliance Zero. Há, porém, indícios de que o diálogo ocorreu por meio do WhatsApp.
Segundo apuração divulgada pela jornalista Malu Gaspar, Vorcaro escrevia mensagens no aplicativo de notas do celular, capturava a tela e enviava a imagem pelo WhatsApp com configuração de visualização única.
As capturas, no entanto, permaneciam salvas na galeria do aparelho, com registro de horário. A Polícia Federal (PF) encontrou essas imagens, e os horários coincidiam com mensagens enviadas pelo ex-banqueiro.
Mesmo diante dos indícios, Moraes afirmou a políticos e jornalistas em 6 de março de 2026 que não foi destinatário das mensagens.
Documentos enviados pela PF à CPMI do INSS mostram que a mesma imagem aparece em duas pastas distintas: em uma delas, ao lado do contato do senador Irajá (PSD-TO), filho da ex-senadora Kátia Abreu; em outra, junto ao cartão de contato da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes.
O ministro sugeriu que as mensagens poderiam ter sido destinadas ao senador, mas o mesmo critério também permitiria associá-las à advogada.




