Aliados de Trump comentaram a decisão de Moraes na rede social X
O ex-funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Mike Benz, criticou nesta quinta-feira (27), na rede X, a decisão que mantém Jair Bolsonaro fora das eleições até 2060. A mensagem foi publicada após o ministro Alexandre de Moraes comunicar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o ex-presidente está inelegível em razão de sua condenação no caso da tentativa de golpe de Estado.
Benz respondeu a um comentário do advogado de Donald Trump, Martin De Luca, que afirmou que o “estado de direito” no Brasil chegou ao seu “capítulo mais surreal”. No texto, De Luca destacou que Bolsonaro ficará impedido de disputar eleições até os 105 anos, caso esteja vivo em 2060.
O ex-assessor dos EUA disse que o Brasil “proibiu seu ex-presidente de se candidatar novamente” após uma eleição “apertada”, que, segundo ele, teria contado com apoio secreto de órgãos do governo Biden.
– O Brasil acaba de proibir seu ex-presidente de se candidatar novamente, depois que este governo assumiu o poder por uma margem apertada contra esse mesmo presidente em uma eleição acirrada, secretamente apoiada pela CIA, pelo Departamento de Estado e pela USAID de Biden – escreveu Benz.
De Luca também citou que a notificação foi enviada pela ministra Cármen Lúcia, integrante da comissão que condenou Bolsonaro, e encaminhada ao juiz que também participou da condenação. Para ele, o processo “apaga a figura de maior oposição da política pelos próximos 35 anos”.
– Alexandre de Moraes notificou formalmente o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) de que Jair Bolsonaro está inelegível para concorrer à presidência até 2060, quando terá 105 anos de idade. E quem recebe essa ordem? A juíza Cármen Lúcia, que integrou a comissão que condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão, agora encaminha os documentos ao juiz que também o condenou, e juntos eles apagam a figura de maior oposição da política pelos próximos 35 anos. Você não conseguiria escrever um roteiro para algo tão descarado – tuitou o advogado de Trump.
A decisão que impede Bolsonaro de concorrer segue a Lei da Ficha Limpa, que determina a inelegibilidade por oito anos após o cumprimento da pena aplicada em decisão colegiada. Como o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, o prazo se estende até 2060. Bolsonaro já tinha outra inelegibilidade válida até 2030 por abuso de poder político e econômico.




