A Genizá é o maior acervo de documentos judaicos medievais do mundo
Pesquisadores em Israel estão usando Inteligência Artificial para revelar como viviam os judeus do Oriente Médio há até mil anos, analisando milhares de documentos da famosa Genizá do Cairo.
A Genizá é o maior acervo de documentos judaicos medievais do mundo:
mais de 400 mil manuscritos
escritos em hebraico, árabe, aramaico e iídiche
preservados na sinagoga Ben Ezra, no Cairo
Poucos foram estudados a fundo até agora.
Com IA, o projeto MiDRASH, da Biblioteca Nacional de Israel, está:
Lendo manuscritos antigos automaticamente
Montando documentos fragmentados
Reconstruindo histórias, cartas e decisões rabínicas
Facilitando a pesquisa com transcrições e traduções modernas
“É como montar um Facebook da Idade Média”, dizem os pesquisadores.
Entre os textos descobertos:
Uma carta do século 16 escrita por uma viúva de Jerusalém ao filho no Egito, e a resposta dele descrevendo uma peste que atingia o Cairo.
Há também documentos rabínicos, registros civis, liturgias e textos assinados por ninguém menos que Maimônides.
A Genizá está revelando a vida cotidiana, o comércio, as leis e os conflitos de comunidades judaicas do Oriente Médio medieval.
E agora, graças à IA, milhares de histórias esquecidas começam a ganhar voz outra vez.




