Trump sobre Venezuela: “Já me decidi, não posso dizer o que será”

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Comentário foi feito nesta sexta-feira

Nesta sexta-feira (14), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter tomado uma decisão sobre uma possível ação militar na Venezuela. O comentário surgiu após ele ser questionado por jornalistas sobre as reuniões que teve com integrantes do Departamento de Guerra, mas não quis revelá-la.

– Já me decidi, não posso dizer o que será – falou.

E acrescentou:

– Avançamos muito com a Venezuela em termos de frear a entrada maciça de drogas.

A declaração foi dada em alusão aos ataques contra lanchas no Mar do Caribe que, segundo o governo americano, eram usadas por narcotraficantes.

As breves palavras do presidente americano foram dadas enquanto ele caminhava rumo ao avião presidencial no qual decolou em Washington com destino à Flórida para passar o fim de semana.

A inédita mobilização militar dos EUA no Caribe responde, segundo o governo Trump, à necessidade de combater o narcotráfico que tem origem na Venezuela e é levado aos Estados Unidos por via marítima, orquestrado por cartéis que ele designou como organizações terroristas e aos quais vincula o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Uma hora antes da declaração na Casa Branca, o jornal The Washington Post revelou que Trump havia se reunido nesta sexta-feira com o secretário de Guerra, Pete Hegseth, e outras autoridades do Pentágono para discutir “várias opções” colocadas sobre a mesa sobre a estratégia militar em relação à Venezuela.

O jornal citou um funcionário do governo que pediu anonimato e afirmou que as forças mobilizadas no Caribe estavam esperando ordens para atacar e responder a novos operações.

O mesmo funcionário disse que Trump é “muito bom para manter a ambiguidade estratégica, e algo que faz muito bem é não ditar, nem transmitir a nossos adversários o que quer fazer a seguir”.

Além disso, o Comando Sul postou na rede social X um novo vídeo de outra embarcação no Caribe sendo atacada com quatro supostos narcotraficantes a bordo, que foram “assassinados”, segundo a mensagem.


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