Retaguarda russa é palco diariamente da morte de civis por meio dos drones de assalto ucranianos
A Rússia está vivendo o verão mais sangrento de toda a guerra, com ataques ucranianos a armazéns de e-commerce, refinarias, zonas litorâneas e atentados contra altos comandos militares. A retaguarda russa é palco diariamente da morte de civis por meio dos drones de assalto ucranianos, mas também pela artilharia nas zonas fronteiriças.
A dramática situação também deixa em má posição o presidente russo, Vladimir Putin, que rejeitou a trégua aérea proposta por Kiev, com o argumento de que os bombardeios russos são mais eficazes e que os ucranianos recorrem ao terrorismo para provocar pânico na sociedade russa.
A NOVA NORMALIDADE
Mas a realidade é que a Ucrânia está cumprindo sua promessa de levar a guerra aos lares dos russos, que amanhecem todos os dias com notícias sobre ataques em toda a parte europeia do país, do Báltico aos Urais.
Cerca de 20 pessoas morreram em território russo desde o final de semana. O caso de maior repercussão foi o atentado com bomba perpetrado na tarde do último sábado (1°) em um restaurante central de Moscou, onde cinco pessoas morreram e 21 ficaram feridas.
Segundo a imprensa, o alvo do ataque era o comandante-em-chefe das Forças Aeroespaciais Russas, Alexandr Chayko, que celebrava seu aniversário de 55 anos e que comandou no início da guerra as tropas do Distrito Militar Oriental, que estiveram implicadas nos crimes de guerra de Bucha – ao norte de Kiev -, como apontou o portal Meduza.
Do evento participavam altos comandos das forças de segurança, generais do Ministério da Defesa, deputados e funcionários governamentais de alto escalão, informaram os canais do Telegram.
VERÃO DE ALTO RISCO
A temporada de verão nos mares Negro e de Azov foi seriamente afetada pelo isolamento da anexada península da Crimeia e pelos vazamentos de petróleo devido ao afundamento de navios pelas mãos da Ucrânia.
Além disso, os ataques das últimas semanas transformaram as viagens dos russos à costa em uma atividade de alto risco, à qual se soma a impossibilidade de se deslocar para muitos países da Europa.
Pelo menos seis pessoas morreram nesta segunda (3) após a queda de fragmentos de drones no distrito de Gelendzhik, banhado pelas águas do Mar Negro na região de Krasnodar.
Horas antes, o líder da Crimeia, Serguei Axionov, também informou sobre a morte de outros quatro civis em consequência de um ataque noturno ucraniano, sem especificar o local nem o armamento utilizado pelo inimigo.
ALVO NÚMERO 1
Por outro lado, os centros logísticos da empresa Wildberries, conhecida como a Amazon russa, continuam sendo o alvo número 1 da campanha estival dos drones ucranianos.
O último ataque contra um desses armazéns nesta segunda, na região de Vladimir, a 150 quilômetros de Moscou, causou um grande incêndio no galpão e deixou três operadores feridos.
Isso ocorre logo após a proprietária da Wildberries, Tatiana Kim, defender publicamente a segurança do negócio e de seu serviço de combate a incêndios.
Trata-se do 18º armazém desta empresa atacado pela Ucrânia desde 18 de julho, com um saldo de cerca de dez mortos e prejuízos multimilionários para a empresa, seus clientes e a economia local.
Ainda assim, as regiões fronteiriças continuam sendo as mais castigadas pelo Exército ucraniano, que deixou nesta segunda-feira oito feridos em Briansk. Por sua vez, as autoridades de Belgorod informaram quatro mortos na tarde de domingo: uma menina de 13 anos morreu por causa de um drone e três trabalhadores de uma empresa agrícola em um ataque com mísseis.
Os ucranianos também conseguiram atin




