Amigos do Lula, Terroristas do Hamas comemoram três anos do ataque terrorista

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Atentado de 7 de outubro de 2023 deixou 1,2 mil mortos, 251 reféns e desencadeou guerra em Gaza

O grupo terrorista Hamas emitiu nesta quarta-feira (7) um comunicado classificando como “capítulo histórico” o massacre de 7 de outubro de 2023 contra civis israelenses, e também reivindicou em suas redes sociais a resistência contra Israel como um “direito legítimo”.

No comunicado emitido no terceiro aniversário do ataque no qual foram assassinadas cerca de 1,2 mil pessoas, o Hamas disse que o ataque foi uma “resposta natural” a “décadas de amargo sofrimento” imposto por Israel. Nesse sentido, rejeitou o que considera tentativas de apresentar o conflito como se tivesse começado naquele dia, algo que tachou de “distorção flagrante da realidade”.

O movimento elogiou seus paramilitares, “especialmente as Brigadas Al-Qassam”, seu braço armado, aos quais atribuiu ter “destruído o mito do exército invencível” com a operação, denominada Inundação de Al-Aqsa pelo Hamas e por outros grupos que, como a Jihad Islâmica Palestina, participaram do ataque.

A ofensiva contra o sul de Israel deixou cerca de 1,2 mil mortos e 251 reféns, e desencadeou uma resposta israelense sobre a Faixa de Gaza que, segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas no enclave, matou mais de 74,2 mil palestinos.

Apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em outubro do ano passado, o Hamas diz em seu texto que o “genocídio” continua e que as Forças de Defesa de Israel (FDI), que ocupam atualmente cerca de 70% da Faixa, mataram “com novos métodos” quase 1,5 mil palestinos.

Ainda assim, o grupo terrorista afirmou estar comprometido com o acordo de cessar-fogo e responsabilizou os Estados Unidos e os mediadores por obrigar Israel a cumprir suas obrigações e a aplicar o roteiro pactuado para alcançar o fim total da agressão, o alívio humanitário e a reconstrução de Gaza.

O Hamas pediu também ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e à Corte Internacional de Justiça (CIJ) que julguem o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e membros do seu governo e das FDI.

“GRANDE TRAVESSIA”
O porta-voz militar das Brigadas Al-Qassam, Abu Obeida, chamou o ataque terrorista de “Grande Travessia”, e disse que esse foi o dia em que seus paramilitares “despedaçaram, de uma vez por todas, a doutrina de segurança da ocupação”.

– O inimigo não ficou com qualquer capacidade de dissuasão, de vitória decisiva ou de alerta precoce. Uma saudação, impregnada de glória e orgulho, aos heróis e mártires da Grande Travessia, comandantes e soldados igualmente, e ao nosso grande povo, princípio e fim da história – diz uma de suas mensagens.

Aos dois milhões de moradores de Gaza, Abu Obeida lembrou que, embora o preço “tenha sido alto”, as gerações os lembrarão como “artífices da glória” e como “aqueles que mudaram a face da história e o equilíbrio de poder mundial”.


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