Mesmo entrando apenas no segundo tempo, camisa 10 mostrou sua técnica refinada, criou as melhores jogadas ofensivas do Brasil e converteu pênalti com categoria na derrota por 2 a 1 para a Noruega.
A Seleção Brasileira voltou a decepcionar em uma Copa do Mundo. Neste domingo (5), no estádio MetLife, em Nova Jérsei (EUA), o Brasil foi derrotado pela Noruega por 2 a 1 e acabou eliminado nas oitavas de final da competição, repetindo o frustrante desempenho da Copa de 1990. O grande nome da partida foi Erling Haaland, autor dos dois gols noruegueses.
Com a sexta eliminação consecutiva para seleções europeias em Copas do Mundo, o Brasil ampliou um tabu histórico diante da Noruega, contra quem nunca venceu. Agora, o retrospecto registra três derrotas e dois empates. Além disso, caso não conquiste o Mundial de 2030, a Seleção completará seu maior jejum de títulos desde a conquista da primeira estrela, em 1958.
O técnico Carlo Ancelotti optou por manter a base da equipe que eliminou o Japão nas oitavas anteriores, promovendo apenas a entrada de Gabriel Martinelli na vaga do lesionado Lucas Paquetá.
Logo aos dois minutos de jogo, a Noruega chegou a abrir o placar com Patrick Berg, mas o gol foi corretamente anulado por impedimento de Alexander Sørloth na origem da jogada.
O Brasil teve a oportunidade ideal para assumir a liderança do marcador aos nove minutos. Matheus Cunha sofreu pênalti após ser derrubado por Kristoffer Ajer. Após revisão do VAR, o árbitro norte-americano Ismail Elfath confirmou a infração. Bruno Guimarães assumiu a cobrança, mas bateu sem força e viu o goleiro Ørjan Nyland fazer uma grande defesa.
A partida permaneceu equilibrada durante toda a primeira etapa. Aos 23 minutos, Matheus Cunha recuperou a bola no campo de defesa e iniciou um contra-ataque promissor, mas optou por uma jogada individual, desperdiçando a chance de servir Vinícius Júnior, que aparecia livre.
Pouco antes do intervalo, Vinícius Júnior protagonizou uma bela jogada ao tabelar com Martinelli, invadir a área e finalizar de pé esquerdo, exigindo outra excelente intervenção de Nyland. Do outro lado, Alisson também evitou o gol brasileiro ao defender uma finalização perigosa de Haaland.
Na segunda etapa, o Brasil voltou criando oportunidades. Endrick, que entrou aos 12 minutos na vaga de Matheus Cunha, recebeu um passe preciso de Vinícius Júnior e saiu em ótima condição para marcar, mas concluiu sem direção.
Neymar mostra sua qualidade mesmo com poucos minutos
A principal discussão da partida ficou por conta da utilização de Neymar. Grande parte dos comentaristas esportivos e torcedores defendia sua presença entre os titulares, considerando sua capacidade de decidir jogos e organizar o setor ofensivo. No entanto, Carlo Ancelotti optou por colocá-lo em campo apenas aos 22 minutos do segundo tempo.
Mesmo com pouco tempo para atuar, Neymar demonstrou imediatamente por que continua sendo um dos jogadores mais talentosos do futebol mundial. Com sua técnica refinada, visão de jogo diferenciada, inteligência tática e extraordinária capacidade de criar jogadas, passou a ser o atleta mais lúcido do setor ofensivo brasileiro, distribuindo passes, quebrando linhas de marcação e levando perigo à defesa norueguesa sempre que esteve com a bola.
Sua presença deu mais criatividade ao ataque brasileiro, mas não foi suficiente para compensar as falhas coletivas da equipe.
Nos minutos finais, os erros defensivos voltaram a custar caro. Aproveitando os espaços concedidos pela defesa brasileira, Erling Haaland marcou aos 34 e aos 44 minutos do segundo tempo, decretando a classificação da Noruega.
Já nos acréscimos, Neymar converteu um pênalti com extrema categoria, reduzindo o placar para 2 a 1. A cobrança reforçou uma das principais características de sua carreira: a excelência na marca da cal. Dono de uma técnica apurada, tranquilidade e precisão acima da média, Neymar é reconhecido internacionalmente como um dos melhores cobradores de pênaltis do futebol mundial.
Apesar do gol, o tempo restante foi insuficiente para uma reação. A Seleção Brasileira se despede da Copa de forma precoce, enquanto a entrada tardia de Neymar e as fragilidades defensivas devem dominar os debates sobre o futuro da equipe e as escolhas de Carlo Ancelotti.
Evangélicos News Brasil | Por Rodrigo Afonso, Jornalista




