Educação de MS alcança melhor Ideb da história: Riedel diz que aprendizado vai avançar

ELEIÇÕES 2026
Compartilhe

Estado registrou crescimento nas três etapas avaliadas em 2025; governo atribui melhora à recuperação da aprendizagem, redução da repetência e investimentos nas escolas

O governo de Eduardo Riedel atribui a melhora à recuperação da aprendizagem, à redução da repetência e do abandono e a investimentos superiores a R$ 1 bilhão nas escolas. Professora da rede, Dalva Magalhães destaca a valorização profissional. Riedel afirma que ainda há espaço para avançar no aprendizado.

Quando compara sua experiência como professora em Mato Grosso do Sul com o período em que trabalhou em outro estado, Dalva Magalhães identifica uma diferença que, para ela, vai além da sala de aula.

“Eu sinto valorização. Eu falo por uma pessoa que já foi professora em outro estado e uma professora aqui no Mato Grosso do Sul. O Estado está preocupado tanto com o financeiro quanto com a saúde emocional de seus funcionários”, afirma.

A percepção da professora aparece em um momento em que a educação sul-mato-grossense registra seus melhores resultados da série histórica do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Em 2025, Mato Grosso do Sul avançou nas três etapas avaliadas e alcançou os maiores índices desde o início da série, em 2005.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, o indicador passou de 5,6, em 2023, para 5,9 em 2025. Nos anos finais, subiu de 4,8 para 5,0. No ensino médio, onde ocorreu o maior crescimento proporcional, o índice avançou de 4,0 para 4,4.

Considerando apenas a rede pública, o movimento também foi de crescimento: de 5,3 para 5,7 nos anos iniciais; de 4,6 para 4,8 nos anos finais; e de 3,8 para 4,2 no ensino médio.

Recuperar a aprendizagem

Os números mais recentes são parte de uma trajetória que passou primeiro pelo enfrentamento das defasagens acumuladas durante a pandemia.

O governador Eduardo Riedel explica que Mato Grosso do Sul decidiu não adotar a aprovação automática dos estudantes naquele período. A opção teve reflexos sobre o Ideb, porque a taxa de aprovação integra a composição do indicador, mas evitou que alunos avançassem de série independentemente do aprendizado.

A estratégia adotada posteriormente foi concentrar esforços na recuperação da aprendizagem.

Mais de R$ 1 bilhão foram investidos nas escolas estaduais, conforme os números apresentados por Riedel. O governo também aponta investimentos em tecnologia dentro das salas de aula e políticas de valorização dos professores.

Entre os resultados destacados está a redução da repetência pela metade, acompanhada por índices mínimos de abandono escolar.

Para o secretário estadual de Educação, Hélio Daher, a mudança aparece na combinação dos indicadores de aprovação, reprovação e abandono.

“Quando a gente atinge melhores dados de aprovação, reprovação e abandono da história do Mato Grosso do Sul é a prova do investimento em acreditar na educação”, afirma.

Avaliar para saber onde agir

Riedel também relaciona a estratégia educacional à decisão de ampliar a participação dos estudantes nas avaliações utilizadas para compor o Ideb.

Mato Grosso do Sul optou por avaliar mais de 80% dos alunos nas provas, buscando identificar com maior precisão quais escolas e municípios precisam de intervenção, ainda que essa estratégia não resulte necessariamente na melhor posição possível nos rankings.

Ao mesmo tempo, o governo ampliou a presença de tecnologia, laboratórios e formação profissional nas escolas estaduais. De acordo com os últimos dados, 51% dos estudantes do ensino médio estão matriculados em cursos profissionalizantes, diante de uma média nacional de 16%. São mais de 92 modalidades, oferecidas também com participação de instituições privadas e do Sistema S.

A proposta é permitir que o jovem deixe a escola não apenas com a conclusão do ensino médio, mas também com formação técnica que amplie suas possibilidades de ingresso no mercado de trabalho.

Melhor resultado não encerra o desafio

O avanço do Ideb oferece ao governo um indicador concreto para o balanço da educação, mas não elimina os problemas que permanecem.

O próprio Riedel reconhece que os melhores resultados da série histórica não significam que o trabalho esteja concluído.

“Mas ainda vamos avançar muito no aprendizado”, afirma.

É justamente nesse ponto que a experiência de quem vive a escola todos os dias ajuda a devolver significado aos índices. O Ideb mede resultados de uma rede inteira, mas, dentro dela, estão professores como Dalva Magalhães, estudantes tentando recuperar o que ficou para trás e escolas nas quais aprovação, permanência e aprendizagem precisam caminhar juntas.

Para o próximo período, a proposta apresentada por Riedel é concentrar esforços também nos primeiros anos da educação básica, fortalecendo a cooperação técnica com os municípios na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, além de consolidar políticas estaduais de alfabetização e aprendizagem em matemática.

“A recuperação precisa começar cedo para que a dificuldade não acompanhe o estudante ao longo de toda a trajetória escolar”, afirma o governador.


Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *