Com uma administração marcada por investimentos, expansão econômica e políticas de desenvolvimento, Eduardo Riedel chega à reta final da campanha pela reeleição com possibilidade real de vencer as eleições no 1º turno.
Pesquisa após pesquisa, o governador Eduardo Riedel, candidato a reeleição pelo Progressistas, aparece na primeira colocação na corrida eleitoral para o Governo do Estado.
Os percentuais mudam de acordo com o instituto, a metodologia e o período de realização, mas a posição de Riedel permanece no topo dos levantamentos divulgados até agora. Levando em conta estas pesquisas, Riedel deve ser reeleito em primeiro turno, em 04 de outubro.
Na pesquisa mais recente do Instituto Ranking Brasil Inteligência, divulgada neste sábado (19) e realizada entre 14 e 18 de setembro com 2 mil eleitores de 30 municípios, Riedel aparece com 49% das intenções de voto.
No levantamento espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, o governador também lidera, com 27%.
Média agregada de 47,5%
O resultado não é isolado. No levantamento Real Time Big Data divulgado em 10 de setembro, Riedel tinha 42%, contra 26% de Fábio Trad e 13% de João Henrique Catan. Na AtlasIntel, divulgada no início de setembro, o governador apareceu com 49%, diante de 29% de Trad. A Quaest, em agosto, registrou Riedel com 40%, contra 13% de Fábio Trad e 8% de Delcídio.

O agregador Depois das 17 reúne 15 rodadas de pesquisas para o Governo de Mato Grosso do Sul e aponta Riedel na primeira colocação, com média agregada de 47,5%.
A plataforma registra ainda que os levantamentos mais recentes mantêm o governador à frente dos adversários e com possibilidade real de reeleição no 1º turno.
Para vencer a eleição no primeiro turno, Riedel precisa obter a maioria absoluta, que corresponde a mais da metade dos votos válidos (50% mais um). O cálculo descarta os votos brancos e os votos nulos.
Pela regra do 50%+1, soma-se apenas o total de votos dados a todos os candidatos. Se um único nome ultrapassar 50% desse total, a eleição termina no primeiro turno.
Governo é o principal ativo político de Riedel
Por trás dos números eleitorais existe uma estratégia que Riedel transformou em marca de governo: crescer a economia, atrair investimentos e ampliar a capacidade de investimento do Estado sem abandonar as políticas sociais.
Nos quatro anos de administração, Mato Grosso do Sul passou por um ciclo de expansão dos investimentos privados, principalmente nos setores de celulose, bioenergia, agroindústria e infraestrutura.
A Rota da Celulose e a Rota Bioceânica aparecem como projetos capazes de mudar a logística e ampliar a competitividade do Estado.
A meta é transformar Mato Grosso do Sul em uma plataforma de produção, industrialização e exportação, aproveitando sua posição geográfica e a força do agronegócio para atrair novas cadeias industriais.
É uma estratégia que vai além do anúncio de grandes fábricas. A expectativa do governo é que os investimentos produzam uma reação em cadeia, movimentando fornecedores, comércio, serviços, construção civil e mercado de trabalho.
Do campo para a indústria: MS sobe de patamar
O movimento mais importante da estratégia econômica de Riedel é fazer Mato Grosso do Sul deixar de ser reconhecido apenas pela produção de commodities e avançar na agregação de valor.
A expansão das cadeias de celulose, açúcar e etanol, milho, proteína animal e produção florestal cria novas oportunidades para a industrialização.
O governo procura aproveitar esse ambiente para atrair empresas e ampliar a arrecadação, os empregos e a renda.
A lógica é simples: produzir mais, industrializar mais e deixar uma parcela maior da riqueza dentro do próprio Estado.
Emprego e qualificação
O crescimento econômico também aumentou a pressão por mão de obra qualificada. É nesse ponto que a educação profissional ganhou espaço na estratégia do governo Riedel.
O Governo ampliou a oferta de cursos profissionalizantes e passou a aproximar a rede pública das demandas de um mercado de trabalho cada vez mais ligado à indústria, tecnologia, logística e energia.
No fim de 2025, aproximadamente 45% dos estudantes do ensino médio da rede estadual tinham acesso à educação profissionalizante.
A política procura preparar os jovens para as vagas que estão surgindo com a transformação econômica do Estado.
Educação: escola como porta de entrada para o novo mercado
A gestão também investe na modernização da rede estadual. Reformas de escolas, ampliação do ensino integral, tecnologia e equipamentos de robótica passaram a fazer parte da política educacional.
O objetivo é aproximar a escola da realidade econômica que Mato Grosso do Sul começa a viver. Não basta atrair uma indústria – é preciso formar o trabalhador que ocupará os novos postos.
Essa conexão entre educação, qualificação e emprego tornou-se uma das principais marcas da estratégia de desenvolvimento do governo.
Saúde ganha novo eixo com a regionalização
Na saúde, uma das principais marcas da gestão é a tentativa de descentralizar o atendimento de média e alta complexidade.
O exemplo mais emblemático é o Hospital Regional de Dourados, entregue no final de 2025. O empreendimento recebeu cerca de R$ 90 milhões em investimentos estaduais e iniciou as atividades com 100 leitos, incluindo 20 de UTI.
A estrutura foi planejada para atender 34 municípios da macrorregião do Cone Sul, alcançando aproximadamente 900 mil pessoas. A previsão é de expansão para 192 leitos.
A estratégia também inclui a reestruturação do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e a parceria público-privada para a unidade, dentro de uma proposta de reorganização da rede estadual.
Inclusão social acompanha o crescimento
A gestão também associou o desenvolvimento econômico a políticas de inclusão. A estratégia reúne programas de assistência, segurança alimentar, apoio à agricultura familiar, qualificação profissional e iniciativas voltadas às famílias em situação de vulnerabilidade.
É uma mudança de abordagem importante: o crescimento econômico deixa de ser apenas um indicador de produção e passa a ser relacionado à geração de oportunidades e renda.
Bioeconomia entra no projeto de futuro
Outra frente que ganhou espaço na agenda do governo é a chamada economia de baixo carbono.
Mato Grosso do Sul avança para transformar suas características ambientais em vantagem econômica, combinando produção agropecuária, florestas plantadas, bioenergia, mercado de carbono, turismo de natureza e preservação ambiental, posicionando o Estado apto a captar investimentos ligados à transição energética.
A mensagem é clara: crescer sem abrir mão da sustentabilidade passou a fazer parte do discurso econômico do governo.
MS Ativo aproxima Riedel dos municípios
A presença do governador no interior também se transformou em componente político da gestão. Por meio do MS Ativo – Municipalismo em Movimento, o governo passou a negociar, diretamente com prefeitos e prefeitas dos 79 municípios do Estado, projetos de infraestrutura e investimentos para os municípios.
As agendas pelo interior aproximaram o governador das administrações municipais e permitiram que obras estaduais fossem apresentadas diretamente à população.
Reeleição em 1º Turno é uma questão de tempo
A campanha entra na fase decisiva com Riedel posicionando a própria administração como seu principal cabo eleitoral.
Entre grandes projetos de infraestrutura, expansão da atividade econômica e ações sociais, Eduardo Riedel é o protagonista de uma gestão voltada ao desenvolvimento.
E a disputa pela reeleição, até este momento, tem mostrado que o balanço de quatro anos de governo e a percepção dos sul-mato-grossenses sobre o que efetivamente mudou no Estado, se reconhecem nos altos índices de aprovação da gestão Riedel e das pesquisas de intenção de votos.
A análise da aceitação eleitoral de Riedel precisa considerar um conjunto de fatores, e não apenas os indicadores econômicos. A estabilidade administrativa, a execução de projetos, a articulação institucional e a percepção sobre serviços públicos influenciam a avaliação dos eleitores.
A reeleição de Ridel, em primeiro turno, faltando apenas 13 dias a contar deste domingo (20), é uma questão de tempo.




