O governador e candidato à reeleição Eduardo Riedel (PP) tem como plano colocar ciência, inteligência artificial e bioeconomia no centro da próxima etapa econômica de Mato Grosso do Sul. A proposta para o próximo mandato inclui o fortalecimento da Fundect, a cooperação com o Google e a criação da MS Ativos Ambientais.
O projeto também abarca pesquisa aplicada, ampliação de bolsas, uso de tecnologias emergentes, novos negócios sustentáveis e a implantação de pelo menos dois centros de inovação até 2030.
A estratégia reúne agendas envolvendo pesquisa acadêmica, inovação empresarial, tecnologias emergentes, conservação ambiental e economia circular passam a integrar uma mesma visão de desenvolvimento.
“O objetivo é fazer com que esses campos ajudem a modernizar o agro, a indústria e os serviços, ao mesmo tempo que ampliem emprego, renda, novos negócios e soluções ligadas às necessidades do Estado”, explica Riedel.
Entre 2027 e 2030, Riedel propõe implementar a nova Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, criada recentemente, e profissionalizar os ecossistemas regionais de inovação e empreendedorismo.
Há previsão de editais da Fundect voltados a desafios do Estado, ampliação das bolsas de graduação e pós-graduação e maior apoio à inovação empresarial. A intenção é aproximar de forma mais permanente universidades, centros de pesquisa e empresas.
A inteligência artificial aparece como uma das ferramentas dessa nova economia. O compromisso é estimular sua adoção, ao lado de outras tecnologias emergentes, nos setores produtivos. O plano associa esse uso ao aumento da produtividade, à modernização das empresas e à preparação de Mato Grosso do Sul para transformações que já alcançam diferentes atividades econômicas.
“Não se trata apenas de adquirir tecnologia, mas de criar capacidade local para utilizá-la, adaptá-la e convertê-la em soluções”, explica o governador.
O compromisso é estimular a adoção de inteligência artificial, ao lado de outras tecnologias emergentes, nos setores produtivos. O plano associa esse uso ao aumento da produtividade, à modernização das empresas e à preparação de Mato Grosso do Sul para transformações que já alcançam diferentes atividades econômicas. “Não se trata apenas de adquirir tecnologia, mas de criar capacidade local para utilizá-la, adaptá-la e convertê-la em soluções”, relata Riedel.
Meio ambiente
A proposta de construção de uma economia de baixo carbono está associada à Lei do Pantanal, aos Programas de Pagamento por Serviços Ambientais, à criação da MS Ativos Ambientais e aos avanços nas políticas de carbono. “Preservação e desenvolvimento econômico não precisam ocupar lados opostos”, pontua Eduardo Riedel.
Para o próximo mandato, o Plano de Governo propõe consolidar a bioeconomia como vetor estratégico, estimular cadeias produtivas baseadas no uso sustentável da biodiversidade e desenvolver novos negócios vinculados aos ativos ambientais. A proposta também inclui atrair investimentos para atividades sustentáveis, fortalecer mercados relacionados aos serviços ambientais e incentivar tecnologias de baixo carbono e inovação voltada à economia verde.
A economia circular completa esse desenho. Em lugar de tratar resíduos e coprodutos apenas como descarte, a estratégia pretende ampliar iniciativas capazes de reinseri-los nos processos produtivos e gerar valor. O plano vincula a circularidade à criação de modelos produtivos mais sustentáveis e competitivos.
Há, ainda, uma diferença importante entre o que já existe e o que precisa ganhar escala. A MS Ativos Ambientais foi criada, mas a proposta para 2027–2030 é implantar integralmente sua operação e atribuir-lhe os programas de gestão, valoração e exploração desses ativos. Os programas de pagamento por serviços ambientais também deverão ser consolidados e ampliados para todos os biomas presentes no Estado.
Inovação e tecnologia
Para que ciência, inteligência artificial e bioeconomia não fiquem concentradas em poucos ambientes, a infraestrutura tecnológica aparece como parte do caminho. A ideia é ampliar a conectividade, fortalecer redes digitais de alta capacidade, reduzir desigualdades de acesso e apoiar estruturas voltadas a cidades inteligentes. Também relaciona essa base tecnológica à atração de investimentos em centros de dados, apoiada nas vantagens que atribui à matriz energética sustentável do Estado.
Na visão apresentada por Riedel, crescimento, inclusão e transformação precisam avançar juntos. Ao reconhecer que ainda há tarefas incompletas, o governador afirma no plano: “A verdadeira transformação só será plena quando pudermos avançar, todos juntos, de mãos dadas, em direção de um novo futuro.” O objetivo é ligar pesquisa, tecnologia e patrimônio ambiental a resultados que ultrapassem indicadores e estruturas institucionais.




