Presidente americano afirmou que “quem vencer em IA, vence em tudo”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a rejeitar nesta segunda-feira (14) pedidos por uma desaceleração no desenvolvimento da inteligência artificial (IA) e afirmou que o setor não precisa de novas “barreiras de proteção”, mas de um presidente “forte e inteligente”.
Em publicação na Truth Social, Trump criticou diretamente o CEO da Anthropic, Dario Amodei, que no fim de semana defendeu reduzir o ritmo de avanço dos modelos mais poderosos para ampliar salvaguardas de segurança. Segundo o republicano, o governo já possui “tremendo poder criminal e regulatório” sobre as empresas de IA e continuará usando essas ferramentas.
– A única supervisão ou “barreira de proteção” de que a IA precisa é de um presidente forte e inteligente (alto QI), e os EUA têm isso – escreveu Trump.
O republicano afirmou ainda que seu governo impediu integrantes do setor de fazerem “coisas ruins, ou potencialmente ruins”, citando Amodei, a quem acusou de agora tentar se apresentar como um “anjinho perfeito”.
Trump também disse haver uma “conspiração doentia” contra a IA e os data centers nos EUA, que, em sua avaliação, beneficia apenas a China.
– Quem vencer em IA, vence em tudo! – escreveu.
O presidente norte-americando acrescentou que os EUA lideram a disputa tecnológica e continuarão à frente de Pequim e de outros países.
A manifestação amplia o embate entre a Casa Branca e executivos do setor que, nos últimos dias, passaram a defender controles mais rígidos. Amodei alertou que sistemas avançados podem atingir capacidades difíceis de controlar em seis a 12 meses, enquanto Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk endossaram partes de suas preocupações.
Nesta segunda, a Microsoft anunciou limites para futuros modelos de IA.
Na semana passada, a Anthropic afirmou que seu modelo de inteligência artificial, o Claude, tem sido utilizado indevidamente em tentativas de desenvolver uma ampla gama de aplicações militares, incluindo enxames de drones kamikaze, sistemas de navegação de mísseis e pesquisas relacionadas a possíveis armas biológicas.
Usuários de países como Irã, Rússia, China e Iêmen estão entre aqueles identificados por uso




