Metas de Azambuja incluem baixa de juros e fortalecimento do municipalismo

ELEIÇÕES 2026
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Eliminar custos do Planalto, combater o crime organizado e reajustar a tabela do SUS também devem passar pelo Senado.

Ao responder sobre as pautas que o Senado precisa discutir e decidir, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) disse desenvolver sua campanha de senador assumindo compromissos conceituais e também pontuais, além de enfatizar que o Congresso Nacional precisa ser “mais Brasil e menos Brasília”.

O jargão, explicou, resume a perda de tempo e dinheiro com a concentração de recursos na União, a ideologização de ministérios, os juros exorbitantes e a falta de planejamento adequado no governo federal para os investimentos estruturantes.

Azambuja considera urgente e inadiável adotar medidas como a redução dos juros e do tamanho do governo federal, reajustar a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), combater o crime organizado na região de fronteira e “fazer chegar aos municípios os recursos que hoje ficam concentrados na União”.

Disse que o custo da política de juros é um dos maiores entraves ao desenvolvimento. O país paga mais de R$ 1 trilhão de juros por ano – R$ 3 bilhões por dia – com a Selic em 14%.

“Isso daria para construir 900 creches por dia, com R$ 3 bilhões que você gasta. É muito dinheiro que está sendo gasto para Brasília, que está custando caro aos brasileiros”, disse ele à Rádio Hora, em Campo Grande.

O peso da máquina federal é um dos principais problemas do país, opinou. “Mato Grosso do Sul tinha 18 secretarias. O Brasil tem 38 ministérios. Um absurdo. Os Estados Unidos têm 15, a China 25, a Argentina. Para que 38? Para gastar dinheiro em Brasília e não fazer o dinheiro chegar no município onde moram as pessoas?”, questionou.

Descentralização
Azambuja disse que o municipalismo foi o fio condutor das realizações de seus dois governos. Ele defendeu a descentralização de recursos para que cheguem aonde as pessoas moram e não concentrados em Brasília. E repetiu: “Menos Brasília e mais Brasil, dinheiro para que os municípios possam investir no que importa para as pessoas”, advogou. “Quero ser um senador municipalista para olhar pelas pessoas das 79 cidades de Mato Grosso do Sul e discutir as prioridades”, acrescentou.

Na área da saúde, Azambuja apontou a defasagem da tabela SUS como o grande gargalo do sistema. “O desafio no Senado é reajustar a tabela SUS para ampliar o atendimento. Se a gente não colocar mais recursos, quebram todas as Santas Casas e os hospitais filantrópicos”, alertou. Azambuja também defendeu a volta da ferrovia como solução para o escoamento da produção.


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