Com a Ponte Internacional de Porto Murtinho em fase final de execução, a expectativa é de que a estrutura principal seja entregue ainda em 2026.
O ex-governador e candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, fala nesta quarta-feira (05) sobre a Rota Bioceânica, o novo corredor de desenvolvimento e integração internacional que vai conectar Mato Grosso do Sul aos portos chilenos no Pacífico.
A palestra integra a programação do Congresso de Gestão Pública, promovido pelo Instituto Ulisses Guimarães, voltado a vereadores, prefeitos, vice-prefeitos, assessores e servidores dos poderes executivo e legislativo municipais, além de convidados, em Campo Grande. A apresentação será nesta quarta-feira (5), das 13h às 14h, no auditório da ADEPOL/sede, na Rua Dr. Robson Benedito, 321, Carandá Bosque.
Com a Ponte Internacional de Porto Murtinho em fase final de execução, a expectativa é de que a estrutura principal seja entregue ainda em 2026. Quando concluída, a rota vai encurtar em até 17 dias o tempo de viagem para a Ásia e reduzir os custos logísticos em até 40%, abrindo uma nova porta de saída para a produção brasileira e colocando Mato Grosso do Sul no centro do comércio mundial.
– “A Rota Bioceânica é um divisor de águas para Mato Grosso do Sul. Ela deixa de ser um projeto no papel para se tornar uma realidade que vai gerar empregos, renda e oportunidades para as famílias sul-mato-grossenses. É desenvolvimento que chega na ponta, nos municípios, onde a vida das pessoas acontece”, afirma Reinaldo.
Os números reforçam o potencial do corredor. Estudos apontam que o volume de carne bovina exportado para o Chile pode triplicar, enquanto indústrias e operadoras logísticas já demonstram interesse em se instalar ao longo do traçado, gerando milhares de empregos diretos e indiretos em municípios como Porto Murtinho, Jardim, Guia Lopes da Laguna e Campo Grande.
Reinaldo, porém, faz um alerta: a consolidação da rota ainda depende de muito trabalho para superar os desafios regulatórios e estruturais que separam o projeto da realidade. “Não basta construir a ponte. É preciso garantir que a infraestrutura de acesso, a logística e os marcos regulatórios acompanhem esse avanço.”, destaca.




